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Nós, mães atualmente, somos as netas da geração da mamadeira, da chupeta e da fórmula infantil naturalizada.

Cabe a nós a responsabilidade de amamentar nossos filhos, com pouquíssimos bons exemplos de amamentação, muita informação científica disponível, pouca vivência direta à nossa volta e um enorme peso sociocultural jogando contra.

O desafio das mães que querem amamentar hoje é enorme: resgatar a amamentação como um vínculo afetivo e um comportamento (natural) para alimentar nossos filhos, ao tempo que aprendemos o que é correto, o que é viável com minha realidade e lidar com frustrações devido às expectativas.

Amamentação no tempo

Na antiguidade, a filha ajudava a mãe com seus irmãos enquanto a mãe amamentava o mais novo, alguns eram amamentados juntos com outros irmãos ou eram ajudantes na casa da tia, prima, vizinha ou parente próximo, cuidando das crianças maiores ou fazendo tarefas domésticas enquanto a recém-mãe cuidava e amamentava o recém-nascido.

Moravam em verdadeiras comunidades onde a vizinha (geralmente parente) se dispunha a ajudar trazendo um almoço ou café da tarde para a mãe recém-parida ou ajudava no cuidado dos filhos mais velhos por algum período.

Dessa convivência das mães com os bebês, ficou o contato e a lembrança da amamentação real, aquela que tem erros e acertos, que faz chorar e sorrir e que tem um padrão de comportamento a ser imitado.

Porém em algum momento da primeira metade do século XX esse padrão de comportamento sofreu mudanças importantes. As mulheres foram ficando sozinhas em suas casas sem ajuda com as tarefas domésticas ou dos filhos mais velhos, ao tempo que a mamadeira com leite de artificial e a chupeta apareceram como uma solução mágica para “ganhar tempo” nos cuidados com o bebê e poder fazer tudo o que precisa ser feito dentro de casa.

E então aparece a ideia de que amamentar é coisa de pobre, porque são eles que não podem pagar pelo leite artificial. A mamadeira e a fórmula viraram símbolos de posição social e de poder econômico.

Em algum momento, esquecemos os componentes afetivos da amamentação, o vínculo afetivo criado entre mãe e bebê, ou mãe, pai e bebê durante a amamentação e as necessidades afetivas do bebê, convertendo-os em seres cheios de “manhas” que devem ser deixados a chorar e abandonados num berço até “aprenderem” a não incomodar, porque o colo estraga, acolher o choro mal acostuma e amamentar vicia.

É nesse panorama que nossas mães e algumas avós cresceram, muitas desmamadas cedo e abruptamente, tomaram mamadeira e usaram chupeta (já que era o mais normal) da mesma forma que viram que seus irmãos, primos e amigos faziam dessa maneira; acreditando firmemente que na sua vez de virarem mães o certo a fazer seria dar chupeta e mamadeira o antes possível, para não correr o risco de o bebê sofrer quando o seu leite materno “secar, ficar fraco ou diminuir”. O natural virou bizarrice e o artificial foi naturalizado e se tornou um símbolo de nossa cultura.

Você mãe ou casal que amamenta, tem enfrentado esta e outras dificuldades? Quer uma consultoria ou ajuda durante amamentação sem fórmulas mágicas, mas adequando sua realidade às suas expectativas? Agende uma consultoria.

Referência Bibliográfica: Portal Mães com Ciência

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