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8 de Abril – Dia Mundial do Combate ao Câncer

A data que tem como objetivo chamar a atenção de líderes políticos e de toda a sociedade em geral para o crescimento dos índices da doença, que, segundo o IBGE, vem crescendo continuamente nas duas últimas décadas.

O câncer já foi visto de diversas formas: como uma doença incurável, como uma doença contagiosa, como um problema social e de saúde pública. No fim do século XIX e início do século XX, o câncer começou a ser visto como uma “enfermidade” merecedora de uma atenção médico-social de busca de conhecimentos científicos.

Hoje o tratamento do câncer evoluiu bastante; podemos observar e utilizar uma gama de tratamentos, sendo esses específicos para cada tipo de câncer e o estágio do mesmo, que deve ser instituído o mais precocemente possível.

Atualmente é de enorme importância a abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente oncológico, assim, o oncologista conta com a colaboração de outras especialidades, como patologistas, radiologistas, psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e muitos outros profissionais.

A fisioterapia é uma área muito ampla e capaz de atender diversos quadros. E no tratamento oncológico atua de forma bastante abrangente na sintomatologia dos pacientes, tendo como metas preservar e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas, assim como prevenir, tratar e minimizar os distúrbios e sequelas, onde temos como principal objetivo manutenção de qualidade de vida.

Tudo isso, tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório e também nos tratamentos não cirúrgicos. Devido ao avanço das técnicas de fisioterapia oncológica, o paciente vem apresentando uma grande melhora na qualidade de vida durante o tratamento.

É muito importante que o fisioterapeuta conheça bem sobre cada tipo de câncer, seus estágios, suas complicações, seus tratamentos (cirúrgicos ou não), para assim poder traçar o melhor plano de tratamento sem que esse possa apresentar riscos ao paciente.

O profissional irá atuar nos sintomas decorrentes da patologia e do tratamento, minimizando as complicações como: dor, fraqueza muscular, tensão muscular, fadiga, perda de massa muscular, linfedemas, fibroses, retrações e aderências cicatriciais, diminuição da amplitude de movimentos, encurtamentos musculares, alterações posturais e alterações respiratórias.

Para isso, o fisioterapeuta pode se utilizar de várias intervenções fisioterapêuticas como:

  • ­Analgesia (eletroterapia e massoterapia)
  • ­Alongamentos (passivos e ativos)
  • ­Exercícios de fortalecimento muscular (com ou sem carga)
  • ­Exercícios de amplitude de movimento
  • ­Exercícios cardiorrespiratórios
  • ­Exercícios pulmonares (cinesioterapia respiratória, manobras de higiene brônquica, manobras de reexpansão pulmonar).

O acompanhamento fisioterapêutico deve se iniciar o quanto antes e deve se estender tanto para pacientes internados como pacientes em domicílio, mesmo após o término do seu tratamento médico até o seu restabelecimento e sua independência (dentro de suas limitações) nas atividades de vida diária.

Vale lembrar também a importância de orientações específicas aos pacientes, cuidadores e familiares.

Outra área muito importante da fisioterapia oncológica é a de cuidados paliativos, que adotam uma abordagem humanista e integrada para os pacientes sem possibilidade de cura, não necessariamente na terminalidade da vida, reduzindo os sintomas e aumentando a qualidade de vida. A equipe de cuidados paliativos consiste em uma equipe multiprofissional apta a compreender todas as necessidades físicas, psicológicas e espirituais.

O fisioterapeuta possui um grande número de métodos de intervenções úteis no tratamento paliativo oncológico; para isso é importante a este profissional adequar-se aos aspectos éticos e filosóficos exigidos no tratamento de pacientes terminais, como manter a comunicação com os pacientes e demais profissionais, cultivar responsavelmente a independência funcional e a esperança destes pacientes, e lidar com o momento de óbito.

As principais intervenções do fisioterapeuta nos cuidados paliativos são os métodos analgésicos, as intervenções nos sintomas físicos, a atuação nas complicações osteomioarticulares e técnicas de conservação de energia.

Muitas vezes com o atendimento fisioterapêutico conseguimos minimizar e até cessar sintomas como dor e fadiga com técnicas terapêuticas, e com isso diminuindo a necessidade de analgésicos, por exemplo.

Em resumo, o papel da fisioterapia na oncologia é de suma importância no controle dos sintomas e complicações decorrentes do tratamento oncológico. O importante é que mesmo que com limitações, o paciente realize sessões diárias de exercícios, uma vez que são importantes para dar autonomia e amenizar os sintomas provocados pelo tumor, que tendem a ficar mais intensos conforme o tratamento e/ou o avançar da doença.

Podemos estimular os pacientes a fazer pequenos exercícios, desde uma caminhada com acompanhante, se necessário, cicloergômetro (aparelho estacionário, que permite rotações cíclicas), até exercícios com carga (que variam de paciente para paciente), que variam de acordo com o grau de fadiga e a presença ou não de dor. Mesmo aqueles pacientes que não conseguem realizar atividades mais intensas, seja por conta da fadiga, ou seja, por não se locomover com facilidade, vale estimular a pequenos esforços diários e ensinar técnicas de conservação de energia, que irão garantir maior qualidade de vida.

Fonte: www.vencerocancer.org.br

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